Divulgar o próprio trabalho como profissional de saúde mental ou de área regulamentada não é proibido. O que existe é um conjunto de regras sobre como divulgar. O Conselho Federal de Psicologia (CFP), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) partem do mesmo princípio: a comunicação tem que ser informativa, não pode prometer resultado e não pode transformar a relação profissional em mercadoria. Este guia organiza, de forma objetiva, o que cada categoria pode e não pode na sua publicidade.

O princípio comum aos três conselhos

Antes das regras específicas, vale entender a lógica que une CFP, CFM e OAB. Os três tratam a publicidade profissional como informação a serviço do público, não como propaganda agressiva. A diferença em relação ao varejo é simples: a loja pode prometer o melhor preço e a maior promoção; o profissional de saúde ou de direito não pode, porque lida com a saúde, a liberdade ou o patrimônio de alguém em situação de vulnerabilidade.

Disso decorrem três ideias que se repetem em todos os códigos:

Guardando só esses três pilares, você já evita a maioria das infrações. O resto é detalhe por categoria.

O que você PODE divulgar

Esta é a parte que muita gente esquece de tanto medo de errar. Existe um campo amplo e legítimo. Os três conselhos permitem informar:

O padrão é claro: tudo que descreve quem você é e o que você faz, de forma verdadeira e sem promessa, é permitido. O problema nunca foi divulgar; é divulgar prometendo.

O que você NÃO PODE divulgar

Aqui estão as condutas vedadas, em maior ou menor grau, pelos três conselhos. É a lista que mais gera advertência e processo ético.

Promessa de cura ou de resultado

Frases como "cure sua ansiedade em 30 dias", "resultado garantido" ou "ganho a sua causa" são proibidas nas três categorias. Você pode descrever o que faz, não pode garantir o desfecho. Vale também para superlativos absolutos: "o melhor psicólogo da cidade", "o advogado número 1", "tratamento infalível".

Depoimento de paciente ou cliente

Usar relato de pessoa atendida como propaganda é vedado: print de agradecimento, story repostado, testemunho em vídeo, comentário identificável. A relação clínica ou jurídica é protegida por sigilo, e transformar quem foi atendido em vendedor do serviço fere esse vínculo.

Antes e depois

Imagem ou narrativa de "como o paciente chegou e como ele saiu" é uma das infrações mais comuns na saúde. Sugere resultado garantido e expõe a pessoa. Vale para foto, relato escrito e história de sucesso com detalhes que permitam identificar quem foi atendido.

Preço sensacionalista e mercantilização

Anunciar serviço como promoção de varejo, com desconto agressivo, contagem regressiva e preço gritado como chamariz, é mercantilização da profissão. Informar valor de forma sóbria é diferente de usar preço como gatilho de urgência comercial.

Autopromoção exagerada e sensacionalismo

Linguagem que apela ao medo, cria urgência artificial, se vende como solução milagrosa ou se compara aos colegas é vedada. A comunicação informa, não assusta nem infla.

Divulgar especialidade ou título que você não tem

Anunciar como especialista sem o registro de especialidade correspondente, ou exibir título que não possui, é infração grave. Especialidade na saúde tem registro próprio no conselho, e dizer que é especialista sem ele é propaganda enganosa.

O que muda entre CFP, CFM e OAB

O esqueleto é o mesmo, mas cada conselho tem ênfases próprias.

Psicólogo (CFP)

Rigoroso com qualquer comunicação que prometa resultado terapêutico, use a imagem do paciente ou sensacionalize o sofrimento psíquico. Divulgar abordagem, técnica e área de atuação é permitido, desde que a técnica seja reconhecida e você realmente a utilize. Sorteios e brindes vinculados ao atendimento costumam ser problemáticos.

Médico e psiquiatra (CFM)

Regras detalhadas. Veda antes e depois, equipamento como argumento sensacionalista, promessa de resultado e autopromoção. Exige identificação com nome e CRM e, ao anunciar especialidade, o registro de qualificação. A comunicação de procedimentos precisa ser informativa, sem garantir desfecho.

Advogado (OAB)

Trabalha com a ideia de publicidade informativa e moderada. O advogado pode informar áreas de atuação, formação e contato, mas captação de clientela e mercantilização da advocacia são vedadas. Sensacionalismo, promessa de êxito na causa e comparação com colegas ficam fora.

Penalidades: o que está em jogo

Descumprir as regras de publicidade não é detalhe burocrático. Cada conselho fiscaliza e pune numa escala de gravidade. As sanções vão da advertência reservada à censura, passando por multa, e podem chegar, em casos graves ou reincidentes, à suspensão do exercício profissional. Para o advogado, a escala da OAB inclui até a exclusão dos quadros em casos extremos.

Além da sanção formal, há o custo prático. Um processo ético consome tempo, gera desgaste e mancha a reputação bem na frente do público que você queria conquistar. Uma denúncia de colega ou de paciente insatisfeito basta para abrir procedimento. O barato sai caro: uma peça agressiva que traz três pacientes pode custar meses de defesa.

Como se proteger na prática

Respeitar as regras e divulgar bem não são objetivos em conflito. Quem comunica com clareza e conteúdo útil converte melhor do que quem grita promessa. Um roteiro objetivo para ficar dentro das regras:

Um cartão de visita digital bem construído resolve boa parte disso. O Cartão de Visita Digital do Team Studio foi pensado para respeitar essas regras: exibe o seu registro do conselho com destaque, organiza especialidade, abordagem e contato de forma sóbria, e não abre espaço para promessa de resultado nem depoimento fabricado. Você compartilha um link profissional, dentro das regras, que mostra quem você é sem prometer o que não pode. Os planos custam R$ 29,90 por ano ou R$ 49,90 por cinco anos, com teste grátis de 7 dias.

No fim, as três categorias convergem no essencial: informe, não prometa, e nunca transforme quem confiou em você em propaganda. Quem entende isso divulga com tranquilidade e ainda converte melhor do que quem aposta na promessa.

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