Toda vez que um jornalista precisa explicar ansiedade, luto, esgotamento ou relações para o grande público, ele procura alguém que saiba traduzir o tema com clareza. Esse alguém pode ser você. Aparecer na imprensa, seja em um portal de notícias, em uma rádio, em um podcast jornalístico ou em uma reportagem de revista, é uma das formas mais antigas e mais sólidas de construir autoridade, e ela continua valendo muito no ambiente digital de hoje. Uma menção espontânea em um veículo respeitado diz sobre o seu trabalho algo que nenhum anúncio consegue dizer, porque vem de fora, de quem não tem interesse em preencher a sua agenda. O ponto é que esse espaço não cai do céu, ele se conquista com preparo e com uma postura responsável.

Por que a imprensa ainda constrói autoridade

A força de uma aparição na imprensa está em uma ideia simples: credibilidade emprestada. Quando um veículo confiável escolhe ouvir você, parte da confiança que o público tem naquele veículo passa a acompanhar o seu nome. É diferente de um anúncio, em que a pessoa sabe que você pagou para aparecer. Aqui, foi um terceiro, sem interesse comercial no seu consultório, que decidiu que a sua opinião valia a pena ser publicada. Esse selo silencioso pesa na percepção de quem lê.

Além do impacto do dia da publicação, uma boa matéria costuma deixar rastros duradouros. O texto fica no ar, aparece quando alguém pesquisa o seu nome antes de marcar uma consulta e reforça, meses depois, a impressão de que existe uma referência séria por trás daquele perfil. Enquanto um post some no fluxo das redes em poucas horas, uma reportagem em um site de notícias pode seguir sendo encontrada por muito tempo, trabalhando pela sua reputação de forma discreta e constante.

A diferença entre se promover e ser uma fonte útil

O jornalista não busca alguém para se divulgar, ele busca alguém para explicar. Essa é a virada de chave mais importante. Você não está ali para falar do seu consultório, e sim para ajudar o leitor a entender um assunto que mexe com a vida dele. Quanto mais claro, generoso e acessível você for com a informação, mais será lembrado e chamado de novo. Quem chega à entrevista tentando vender costuma sair dela sem espaço, porque o veículo percebe rápido e corta.

Isso muda a forma de se apresentar. Em vez de oferecer os seus serviços, ofereça o seu conhecimento sobre temas específicos, como a volta ao trabalho depois de uma licença, a ansiedade em época de provas ou o luto que não segue o calendário. Ao ser útil de verdade, o reconhecimento vem por consequência. A menção ao seu trabalho aparece naturalmente na assinatura da matéria, e é justamente essa naturalidade que constrói confiança em quem está do outro lado.

Como os jornalistas encontram quem entrevistam

Boa parte das entrevistas nasce da pressa. O repórter recebe uma pauta com prazo curto e precisa de uma fonte confiável em poucas horas. Para encontrá-la, ele pesquisa no Google, o que mostra por que ter conteúdo próprio bem feito ajuda a ser achado, consulta redes profissionais como o LinkedIn, pede indicação a colegas e recorre a plataformas que existem no Brasil justamente para conectar fontes e jornalistas. Responder com agilidade a esse tipo de contato é o que separa quem entra na matéria de quem fica de fora.

Você também pode ter uma postura ativa, sem exageros. Sugerir uma pauta ligada a uma data ou a um acontecimento do momento, com um texto curto, um bom motivo e um contato fácil, é uma prática comum e bem vista quando feita com bom senso. O que não funciona é o envio em massa e insistente, que costuma irritar a redação. Se a estrutura permitir, uma assessoria de imprensa profissional pode organizar esse relacionamento, mas muita coisa se constrói também com iniciativa própria e paciência.

O que preparar antes de ser procurado

A oportunidade quase sempre chega de repente, então o preparo precisa vir antes. Comece definindo dois ou três temas que você domina e sobre os quais quer ser lembrado, porque foco ajuda a redação a associar o seu nome a um assunto. Deixe pronta uma pequena biografia com o seu registro profissional, uma foto de boa qualidade e uma forma rápida de ser contatado. Quando o jornalista precisar de você às pressas, esses materiais na mão evitam que a chance escape por uma resposta lenta.

Vale também treinar a própria fala. A linguagem da imprensa é a do dia a dia, com frases curtas e exemplos concretos, longe do vocabulário técnico do consultório. Antecipe as perguntas mais comuns sobre os seus temas e tenha à mão dados de fontes oficiais e confiáveis para embasar o que diz. Esse ensaio reduz o nervosismo, melhora a qualidade da participação e faz o repórter querer voltar a procurar você em uma próxima pauta.

O que dizer, e o que a ética não permite

Na imprensa, você fala de temas gerais e orienta o público, nunca diagnostica pessoas específicas nem comenta casos que atende, porque o sigilo continua valendo diante de qualquer câmera ou gravador. Também não se promete cura, não se garante resultado e não se usa linguagem sensacionalista para chamar atenção. Em assuntos delicados, como suicídio ou violência, o caminho é seguir as diretrizes de comunicação responsável e sempre indicar canais de ajuda, como o CVV, pelo telefone 188.

Cuidado ainda com o tom de quem parece saber tudo. Humildade e base científica comunicam mais seriedade do que respostas categóricas sobre a vida alheia. Falar com honestidade sobre os limites do que se pode afirmar não enfraquece a sua autoridade, pelo contrário, é o que a sustenta. A ética profissional, aqui, não é um obstáculo à visibilidade, e sim a base que faz a sua presença na imprensa resistir ao tempo e merecer a confiança de quem lê.

Depois da matéria, o cuidado que multiplica o resultado

Sair na imprensa é só o começo. Depois de publicada, a matéria pode render por muito tempo se você cuidar dela. Respeitando os direitos e as regras do veículo, compartilhe o link com o seu público, reserve um espaço no seu site para reunir as aparições na mídia e guarde o material com organização. Essa vitrine funciona como prova social sóbria e ajuda quem pesquisa o seu nome a encontrar, logo de cara, sinais de que existe uma trajetória séria por trás do profissional.

Por fim, cultive a relação. Um agradecimento simples ao jornalista e a disposição de ajudar em futuras pautas mantêm a porta aberta, e a autoridade na imprensa se constrói assim, aparição após aparição, ao longo do tempo. Erguer essa reputação de forma coerente, ligando as suas menções na mídia a uma presença digital bem cuidada e alinhada aos limites da profissão, é exatamente o trabalho que a Terapeuta Multimídia, com 20 anos no mercado digital e mais de duzentos terapeutas acompanhados, desenvolve ao lado de quem cuida de gente.

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